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Cisne Negro, Branco, de Ouro.

fevereiro 13, 2011

Confesso que nunca tinha visto um filme de Darren Aronofsky, o que para muitos pode ser um ultraje. Mas sou uma eterna apaixonada pela arte do ballet e pela busca da perfeição em tudo o que se faz, então ballet+paixão+cinema = ir conferir Cisne Negro.
Até onde você iria por um sonho? passaria por cima de si para conseguir realizar o seu feito com perfeição? E se a perfeição for uma fina lâmina que corta o seu juízo em pedaços? Tudo pela exibição da técnica perfeita, ao público mais exigente.

Quando o filme começa não precisa muito tempo para entender que Nina (Natalie Portman) é uma doce menina-mulher, sonhadora e delicada, um art-nouveau ambulante no meio da nossa pós modernidade apressada. Há muitos estalos, todos refletem um trabalho árduo e, como tal, deixa marcas.Nina é sem duvida o melhor nome para essa personagem. Paixão é o que melhor a descreve. Dedicação é a sua marca. Talento é o seu dom (não vou falar aqui das aplicações de computação aos movimentos de Natalie Portman, não sou expert nisso, tenho apenas as minhas especulações).

Mas como tudo nessa vida está mais ligado às experiencias que você viveu do que à tecnica que você tem, ganhar o papel d’O Cisne Negro, exige que sedução esteja no sangue. Requisitos.

Há coisas que se ensinam -mesmo que leve muito tempo para aprender e aperfeiçoar -, mas há outras que precisam pulsar dentro da gente, mesmo que a técnica seja pouca. Nina entendeu o recado, e Lily (Mila Kunis), bailarina recém-chegada à companhia em que Nina já veterana, também.


O filme desenvolve uma série de questões do mundo artístico: influências, fama, carreiras que acabam e outras que começam, ídolos, inveja. Nada de novo até então. O que te faz perder a respiração é o jogo com o íntimo, feito com maestria: “A única coisa no seu caminho é você mesmo”.

Tudo acontece de modo a única barreira a ser vencida é a sua própria covardia de deixar de ser paranóico. A única perfeição que existe é a certeza que nada pode ser tão perfeito a ponto de manter a sanidade e a saúde conviendo em paralelo à realização do projeto.

Para comprovar, jogos de espelhos, banhos de banheiras, afogamentos e o duplo.
Perca suas manias, reflexos de que “algo não vai do jeito que eu queria que fosse”, e viva com mais prazer. Afinal, quantas chances mais você tem além dessa?
Você se superaria ou se mataria? Qual é o seu cisne?

Confira o Trailer

Horários e salas para Cisne Negro

imagens:

http://migre.me/3RZzr

http://migre.me/3RZKr

http://migre.me/3RZZm

The Runaways – As Fugitivas dos Padrões

outubro 14, 2010

“Hello world! I’m your wild girl! ch ch ch ch cherie Bomb!”

Formação da banda em 1976

 

Assisti The Runaways- as Garotas do Rock. O momento da estréia é bem interessante se considerarmos que o SWU estava rolando e proposta era de relembrar o Woodstock. No final dessa era marcada e influenciada por tanta psicodelia e flores, surge a banda de Joan Jett, no ano de 1975 (uma curiosidade: ano internacional da mulher, pela ONU). Tudo já indicava que as Wild Girls tinham um quê a mais.

A minha geração tem se mostrado um tanto “nostálgica” pelas coisas que não viveu, mas que aprendeu a gostar, e as tentativas de retomadas são sempre interessantes, porque sugerem que não esqueçamos o que foi importante, porém não impede que acrescentemos uma pitada do nosso tempero (no caso de hoje, posso citar a velocidade de transmissão e tecnologia, pois enquanto escrevo o texto do post no meu iPod estou assistindo à transmissão dos shows de hoje do SWU).
Pois bem, o que o filme tem com isso? Tem que mostra o lado de lá das bandas que freneticamente amamos. Ok,voltemos a década de 70 nos EUA: luta pelos direitos iguais entre homens e mulheres, a moda ganhando bocas de sino, o rock evoluindo na sua batida e adolescências-problema, cheias de sonhos e vontades de expressar-se para o mundo de alguma forma. O que moveu essas garotas foi a vontade de serem diferentes de tudo aquilo já visto até então. De serem musicalmente warly girls quando se falava em peacefully & lovely behaved girls; de serem únicas em suas atitudes. Quando a necessidade falou mais alto e casou-se com o sonho do rock’n roll, só mesmo outra grande necessidade para fazer as coisas se rearranjarem. Sem sermos hipócritas: sexo, drogas e álcool sempre foram um tripé nada seguro para as maluquices dos rock stars e aqui não seria diferente… It’s 70’s, babe… And 80’s, and 90’s e assim vamos- há exceções. Sim.
Todo esse universo da paixão e dedicação e de não deixar um sonho morrer- mesmo quando outros queriam matá-lo- é a linha mestra de Runaways. Sem falar que toda a reprodução do estilo de vida- do telefone de parede às cores de batom- são impecáveis (não vamos nos estender na verba de 10 milhões de dólares para a produção).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Cherry Bomb Dakota Fanning cresceu e empresta o vozeirão a Cherry Currie. Kristen Joan Stewart Jett toca muita guitarra. Todos os conselhos e puxões de orelha da própria Joan Jett nos sets valeram a pena! Que a Kristen sempre possa explorar essa atuação musical, amém. Foi bem diferente ver as garotas que estampam o pôster atuando diferentemente de seus papéis “angelicais” – salvo que Dakota interpreta Jane do Clã dos Volturi na saga Crepúsculo, o que já estava me preparando mais para vê-la rock’n roll. Um salve também para todas as atrizes que interpretam Sandy West e Lita Ford. Minhas companheiras de cinema e eu apenas achamos estranho que não houve um “in memorian” a Sandy West, falecida em 2006.

A lição que fica desse filme é: não importa o quanto as pessoas possam ser cruéis te jogando cebolas – porque isso vai acontecer, baby – ou o quanto o mundo possa te achar ruim. Ao invés de se deixar abalar, pense ROCK: use tudo isso para te deixar mais forte AND ROLL com todos aqueles que um dia acharam que você era só mais um maluco com idéias discrepantes pulando na multidão.

Just be a sweet cherry bomb raised out of your willingness!

 

MOMENTO PARÊNTESES: www.therunaways.com encontramos material sobre a banda e sobre o filme: biografia das integrantes, musicas, trailer do filme, camisetas para comprar, músicas para baixar – pelo itunes e news.

Vale a pena conferir!

no site: vídeos e trilhas originais, além das bios das integrantes